segunda-feira, 25 de setembro de 2017

REJEIÇÃO A BOLSONARO DISPARA E MOSTRA QUE ELE TEM TETO

Deputado Jair Bolsonaro / Foto: Divulgação
A pesquisa mensal Barômetro Político, realizada pelo instituto Ipsos, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PEN), pré-candidato a presidente nas eleições do próximo ano, viu sua rejeição disparar de 56% para 63%; além disso, a parcela dos brasileiros que aprovam as ideias de Bolsonaro caiu de 21% para 19%; sem um projeto que explique como tiraria o País da pior depressão econômica de sua história, Bolsonaro pode virar bala de festim da ultra direita; no mesmo levantamento, também disparou a rejeição ao juiz Sérgio Moro, enquanto a do ex-presidente Lula caiu.
Realizada depois da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também após o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci, ela mostra que a rejeição ao juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato, disparou. O índice dos que desaprovam seus métodos chega a 45%, contra apenas 48% que o aprovam, numa situação de empate técnico.

Ao mesmo tempo, a rejeição a Lula, condenado a nove anos e meio de prisão, caiu e é uma das menores entre todos os presidenciáveis. "O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve seu índice de desaprovação reduzido e sua taxa de aprovação ampliada em setembro na comparação com o mês anterior, segundo o mais recente Barômetro Político, pesquisa mensal de credibilidade realizada pelo instituto Ipsos. O porcentual da população que não concorda com a atuação de Lula caiu de 66% para 59%, enquanto a parcela da sociedade que o aprova subiu de 32% para 40%, a maior em dois anos de levantamento – apenas 1% não soube opinar", aponta reportagem de Adriana Ferraz e Gilberto Amendola, publicada no Estado de S. Paulo.

"Ao mesmo tempo, o juiz federal Sérgio Moro, que condenou Lula e é símbolo da Lava Jato, alcançou uma taxa de desaprovação de 45%, recorde desde setembro de 2015. As impressões da população sobre Lula, Moro e demais personalidades foram colhidas entre os dias 1.º e 14 deste mês, ou seja, antes e depois do depoimento de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma Rousseff", apontam ainda os jornalistas.

Ou seja: cresce, na sociedade brasileira, a percepção de que ele é alvo de perseguição judicial, com objetivos políticos.

Segundo o também cientista político Cláudio Couto, da FGV-SP, o embate entre Lula e Moro parece estar criando uma vitimização do ex-presidente. “Além disso, a aprovação de Lula surfa na desaprovação do governo Temer”, afirmou Couto. A desaprovação a Temer alcançou 94%.

Confira, abaixo, os resultados:
Fonte: brasil247.com

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